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Governo federal conhece hotel social para acolhimento a mulheres trans
Uma comitiva formada pela secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQI+, Symmy Larrat, e equipe do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, esteve em Curitiba, na última sexta-feira (15/3), para conhecer a experiência exitosa da Prefeitura de acolhimento de mulheres trans e travestis adultas em situação de rua.
O grupo visitou o Hotel Social Eilat, inaugurado em janeiro de 2023, para conhecer a estrutura e o funcionamento da unidade e, futuramente, apoiar a iniciativa com recurso federal.
Localizado no Centro da capital, o Hotel Social Eilat é coordenado pela Fundação de Ação Social (FAS) e oferece vagas de acolhimento 24 horas para acolhimento, o que permite a flexibilidade nos horários de trabalho e a possibilidade de saída das ruas.
A unidade funciona em um imóvel que já abrigou um hotel para turistas, o que permite que as acolhidas tenham quartos com banheiros individuais. Elas também recebem alimentação (café da manhã, almoço e jantar), controlada por nutricionista, assim como as demais unidades de acolhimento mantidas pelo município para acolhimento de homens e mulheres.
Iniciativa pioneira
A secretária nacional elogiou a iniciativa municipal e destacou que esta é a primeira unidade existente no país que ela visita na modalidade de hotel social para mulheres trans e travestis. “É muito bom ver que Curitiba tem esse olhar para essas mulheres. Temos aqui um espaço que é um exemplo, limpo e digno para atendimento a esse público que precisa de apoio para garantia de sua cidadania”, disse.
Acompanhada da presidente da FAS, Maria Alice Erthal, a secretária nacional propôs a articulação para destinação de verbas federais que possa garantir a ampliação dos serviços, principalmente com espaço para geração de renda e lavanderia.
Atendimento à demanda
Maria Alice explicou que o hotel foi implantado para atender uma demanda identificada durante os atendimentos a pessoas em situação de rua na capital. “As mulheres transgêneros e travestis sofrem com a violação de direitos, muitas vezes não conseguem acessar serviços, são expulsas de casa e não conseguem ser inseridas no mercado de trabalho”, disse.
Ela agradeceu ainda a disposição do governo federal de liberar recursos para o projeto e falou da necessidade de se contratar uma equipe multidisciplinar para atender as acolhidas.
Durante a visita, a secretária nacional conversou com as mulheres atendidas que falaram do quanto o hotel é importante para que não fiquem expostas e sujeitas a violências nas ruas.
Presenças
Também acompanharam a visita a diretora de Atenção à População em Situação de Rua da FAS, Grace Puchetti Ferreira, a vereadora Giorgia Prates – que articulou a visita, além de representantes da Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil – seção Paraná (OAB/PR) e das organizações da sociedade civil Grupo Esperança e Grupo Dignidade, de apoio à diversidade.
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